Agora é daqueles momentos em que eu estou me sentindo muito mal, mal por tudo, interpolando as ideias, atrapalhado, confuso, triste e com muito medo. Estou aqui sentado em um banco da faculdade, com uma lágrima seca, sujo de cigarro e mal.
Mal com o mundo, mal com Deus, mal comigo.
Nesses momentos penso nas oportunidades que desperdicei e quão custoso foi fazer do simples esse Karma, fico incerto sobre meu futuro e cegado pelo medo e fracasso.
Não tenho nada, não tenho pra onde ir, e tenho tudo em mim.
Comprometendo o desenvolvimento e meu potencial, sofro, às vezes, como agora.
Na escuridão e sozinho.
Escrevendo pro tempo passar e de alguma forma do meu corpo eu me libertar, me sentir novamente solto e livre, sem nada.
Saudades da família, medo mais uma vez, do que virá a ser.
Uma postura inutilmente meticulosa que por vezes vai tudo ao lixo em relances, segundos.
A dificuldade de ser melhor, de ter a postura correta de uma vez por todas e alcançar o que aqui vim fazer.
Novamente incerteza, tristeza, solidão.
Da experiência sei que estes momentos passam, e esse não será o último, mas mesmo assim dói, vem com tudo e machuca, por dentro e sério.
A princípio a ideia do blog era do cotidiano e a busca pelo ideal, mas sem fracasso não chegarei a lugar algum.
Fracassando assim também não.
Quero o simples, se corro canso, se bebo, sinto falsidade e o cabresto me cerca.
Medo da loucura e solidão, desconstrução do pensamento e da vontade de mover, mais uma vez a dificuldade de conciliar as filosofias, prematuramente julgadas inteligentes, agora leio e meu texto e sinto nojo, pela jeito podre, pela construção podre e redundante, pela incerteza, o modo tosco de argumentar e em nenhum ponto chegar, como agora, rodando, dentro de mim, com formigas a morder o meu calcanhar e nem a possibilidade de sozinho eu estar. Uma vez o vento, hora debaixo d'água afogado, uma morte simples, aquela sensação de quando se dorme profundamente, e só.
Quem dera eu verdadeiramente quisesse, e mais ainda eu pudesse ajeitar minha vida e seguir num caminho simples e constante, os altos e baixos, muitas vezes fortes mexem comigo, num momento sorrio, em outro rápido quero chorar e não choro, fico aqui estático, cara de tacho, cara de boi lavado, todo desmelinguido.
Almejo o simples e fracasso, repenso e sofro, sempre sozinho, mesmo quando estou acompanhado, me sinto só e assim quero estar, os prazeres estão esvaindo-se e a maioria deles são fúteis e ilusórios, o que dá prazer leva tempo pra se conseguir e a sensação do alívio muitas vezes é implícita e difícil de ver, como o que é bom.
Por hora o ímpeto passou, e ainda mal aqui estou, quero um novo banho, o silêncio e a escuridão, pra dormir e ter a certeza que amanhã começa tudo de novo.
Pensando em ir, seguindo.
Agora que meu violão está longe, sinto falta dele como nunca, como de tantos outros que se foram e nem palavras sinceras consegui proferir, meus dedos doem, meu coração mais ainda, a forma como destruo o mundo, o temerário.
Agora vou por aí a caminhar...
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